
CASTELOS
De: Henrique Musashi Ribeiro – Em, setembro de 2006
Apóio-me em minha sabedoria limitada,
como quem usa um escudo de ufanismo
Do que me protejo?
Elementar, minha cara...
Protejo-me de outras dores
de minhas más escolhas
por optar por um festival de ilusões tão azuis,
que já foi a minha cor preferida,
ao escolher o invisível terno negro
tão sóbrio e distinto
Luto comigo mesmo!
E acabo me vencendo pelo cansaço
da necessidade de outro alguém mulher
- Mas quem ganhou ou perdeu!?
Vou ao encontro do desencontro
Chego e faço acontecer
o meu castelo de barro, pedra e areia.
E só quando estou no topo,
na torre mais alta,
é que percebo falhas na estrutura
que criei tão fantástica,
mas não quero voltar ao chão firme,
por ser tão encantador
o meu mirante
bem lá no alto
da estrutura tão linda que criei
Simplesmente não quero descer,
Mas não adianta,
antes do despencar de cada torre
sou enxotado de meus castelos
pela rainha, pelo pelos bobos
ou realeza agregada
a esta que eu mesmo elegi
tão empolgado, feliz e seguro…
É minha cara,
Protejo-me de mim mesmo!!